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17/02/2010 - Geral
Quase 3 mil crianças foram vítimas em um ano
As crianças são as maiores vítimas dos acidentes domésticos. A energia de sobra e a falta da noção dos perigos fazem do público infantil o grande alvo desse tipo de acidente. Em Rondonópolis, 2.947 crianças vítimas de acidentes domésticos deram entrada, em um período de 12 meses, no Pronto Atendimento Infantil do Município, o local mais procurado pelos pais nesses tipos de acidente, normalmente casos de menor complexidade. Os tipos de acidentes domésticos mais comuns envolvendo crianças são as quedas e os cortes.
Entre fevereiro de 2009 e janeiro de 2010, os números do Pronto Atendimento Infantil indicam que 1.673 crianças sofreram os mais diversos tipos de quedas com ferimentos. O número de crianças que sofreu cortes, nesse período, também é alto, chegando a 971. Já as queimaduras feriram 103 pequenos nesse período de um ano. Outros acidentes entre esse público atingiram um total de 200 crianças de Rondonópolis. Nos últimos seis meses, entre agosto de 2009 e janeiro de 2010, foram 1.551 acidentes domésticos pediátricos, sendo 884 quedas, 501 cortes, 127 acidentes diversos e 39 queimaduras.
A diretora do PA, a médica Cátia Maria Justo Meireles, enfatiza que materiais como produtos de limpeza, cortantes e remédios devem sempre ser armazenados em locais de difícil acesso às crianças. “Os produtos de limpeza são sempre muito coloridos; são muito atraentes às crianças. Então, é preciso evitar deixar debaixo da pia produtos de limpeza, misturar alimentos com esses produtos químicos e dificultar o acesso aos remédios”, orientou, alertando ainda sobre o armazenamento de materiais cortantes, como facas, tesouras e latas.
De forma geral, a médica Cátia Maria diz que o ideal é que as ações das crianças sejam sempre supervisionadas por um adulto. Mas, em caso de acidentes, a diretora orienta os pais a seguir algumas recomendações. Após traumas, em que a criança bate a cabeça ao chão, a médica diz que os pais devem observar as vítimas por um período. Alguns dos sinais de alerta são a sonolência e os vômitos. Em caso de cortes após os acidentes, sangramentos que não cessam são outra preocupação. “Todo ferimento com sangramento deve ser lavado em água corrente mais sabão e, em seguida, estancado”, ensinou.
MAIS CASOS – Vale informar que o número real de acidentes domésticos pediátricos na cidade é bem maior, pois os casos mais graves são encaminhados direto ao Hospital Regional e muitas famílias encaminham as crianças à Santa Casa e à Materclin, unidades particulares. Alguns casos de acidentes domésticos nem são levados até o atendimento médico. Os dados do PA Municipal foram considerados pela reportagem por serem os mais significativos.
Fonte: Olhar Direto
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